BEM-ESTAR DIGITAL OU SIMPLESMENTE BEM-ESTAR
Há algum tempo coloquei um aplicativo em meu celular chamado “bem-estar digital”. Programo-o para 20 minutos no Instagram, 20 minutos no Facebook e quando esse limite de tempo é alcançado, ele pergunta se quero mais 10 minutos. Não, obrigada. O uso de redes sociais têm suas vantagens, mas a despeito disso têm nos roubado tempo para tudo o mais que não são elas, não é à toa que lemos cada vez menos livros. As redes sociais também têm se tornado um campo a céu aberto para o estímulo ao narcisismo desenfreado, um convite ao vazio estimulado. É um espelho, é um panóptico. O público e o privado se misturaram de tal maneira que nem mesmo a doença, espaço da intimidade por excelência, se recolhe mais. Aliás, a saúde mental coletiva degringola a olhos vistos. A própria política é afetada por essa intrusão de um espaço no outro. Mil considerações podem ser feitas, como as faz, por exemplo, o filósofo Byung-Chul Han. Leiam-no. Mas de tudo o que quero dizer é: diminuir o uso das redes sociais é, no mínimo, diminuir o cansaço de repetições anêmicas, infindas, inférteis e inúteis.


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